terça-feira, 20 de novembro de 2007

Servidores protestam e segue greve dos transportes na França



Ferroviários decidem manter paralisação e aumentam o caos previsto para hoje, que terá passeatas de funcionários públicos e de estudantes

AP E REUTERS

Paris - A França deve enfrentar hoje mais um dia de intensos protestos após os ferroviários terem decidido manter a greve, que completa uma semana. As manifestações de hoje dos maquinistas irão coincidir com as passeatas dos funcionários do setor público e dos estudantes.

Os protestos em conjunto contra as reformas do governo serão um dos maiores testes do presidente Nicolas Sarkozy e colocarão em xeque suas propostas para aprimorar a economia francesa. Os ferroviários são contra os planos do governo de cortar as aposentadorias especiais da categoria, que garante a 500 mil funcionários públicos 2,5 anos a menos de trabalho que o restante da população.

O primeiro-ministro François Fillon disse que as reformas irão continuar, apesar dos protestos. No entanto, há temores de que Sarkozy recue nos seus planos. Foi o que ocorreu em 1995, quando uma greve de três semanas dos transportes, também motivada pelas aposentadorias especiais, acabou obrigando o governo a retirar o projeto de lei. Uma nova rodada de negociações entre líderes sindicais e representantes do governo deve ocorrer amanhã.

A marcha conjunta contra o governo irá reunir trabalhadores dos correios e de empresas distribuidores de jornais e revistas, professores e estudantes. Apesar de a manifestação ser conjunta, cada categoria protesta por um motivo diferente. Os funcionários dos correios criticam os planos do governo de reduzir o setor público, os distribuidores não entregarão o jornal para protestar contra as reformas no setor e os estudantes e professores querem mais autonomia nas universidades. Os empregados do setor energético e os controladores aéreos do Aeroporto de Orly, em Paris, programaram uma greve de 24 horas para apoiar o movimento.

“O povo francês está começando a perder a paciência”, disse o ministro do Orçamento, Eric Woerth, em referência ao caos que a greve dos trens está causando, especialmente em Paris. A ministra da Economia, Christine Lagarde, afirmou que as paralisações estão custando à França cerca de 350 milhões (R$ 900 milhões) por dia.

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